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quarta-feira, 16 de março de 2016

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Desdobrável


Dor não tem nada a ver com amargura.
Acho que tudo que acontece
é feito pra gente aprender cada vez mais,
é pra ensinar a gente a viver. Desdobrável,
Cada dia mais rica de humanidade.

Adélia Prado

Foto de Everystockphoto.com

terça-feira, 25 de junho de 2013

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Com licença poética

"Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou tão feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos- dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree,já a minha vontade da alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou."

"O que a memória ama, fica eterno.
Te amo com a memória, imperecível."
 
 Adélia Prado

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Exausto


"Eu quero uma licença de dormir, perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes."
 
Adélia Prado